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EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO
EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO
ROBERT A. BARON & SCOTT A. SHANE - Editora Cengage Learning

Índice do livro EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO :

SUMÁRIO
PARTE I
Empreendedorismo: Quem, O quê, Por quê? 1
█ CAPÍTULO 1 Empreendedorismo: Um Campo - E uma Atividade 3
O Campo do Empreendedorismo: Sua Natureza e Raízes 6
Empreendedorismo: Um Motor do Desenvolvimento Econômico 8
Empreendedorismo: Fundamentos em Outras Disciplinas 10
Empreendedorismo: Uma Perspectiva Processual 12
Níveis de Análise: Micro versus Macro 15
Empreendedorismo: A Interseção entre Oportunidades Valiosas e Indivíduos
Realizadores
17
Fontes de Conhecimento sobre Empreendedorismo: Como Sabemos
O que Sabemos
18
Observação, Refl exão e Experimentação: Caminhos Alternativos para o
Conhecimento
19
Teoria: Resposta às Perguntas "Por quê?" e "Como?" 24
Guia do Usuário para Este Texto 27
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 28
█ CAPÍTULO 2 Descobrindo Oportunidades: Entendendo Oportunidades de
Empreendedorismo e Análise do Setor
31
Reconhecimento de Oportunidades: Uma Etapa-Chave no Processo Empreendedor 34
Mudança Tecnológica 35
Mudança Política e Regulamentar 36
Mudança Social e Demográfi ca 37
Formas de Oportunidade: Além dos Novos Produtos e Serviços 38
Setores que Favorecem Novas Empresas: Terrenos Férteis para Novos
Empreendimentos
40
Condições do Conhecimento 40
Condições da Demanda 42
Ciclos de Vida do Setor 43
Estrutura do Setor 45
Oportunidades e Novas Empresas 47
Por que a Maioria das Oportunidades Benefi cia as Empresas já Estabelecidas 47
Oportunidades que Benefi ciam Novas Empresas 49
Atenção! Perigo Adiante! Explorando uma Inovação Incremental ao Abrir
uma Empresa
52
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 54
VIII EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO
█ CAPÍTULO 3 Fundamentos Cognitivos do Empreendedorismo: Criatividade
e Reconhecimento de Oportunidades
59
Matérias-Primas para a Criatividade e o Reconhecimento de Oportunidades:
Estruturas Mentais que Nos Permitem Armazenar - e Usar - Informações
62
Sistemas Cognitivos para Armazenar - e Usar - Informações: Memória, Esquemas e
Protótipos
63
Capacidade Limitada para Processar Informações: Por que a Racionalidade
Completa É mais Rara do que Você Pensa
66
Criatividade: Fugindo dos Círculos Viciosos 69
Atenção! Perigo Adiante! "Investi Demais para Desistir":
Os Efeitos Potencialmente Devastadores dos Custos Passados
69
Criatividade: Gerando o Extraordinário 70
Conceitos: Os Blocos Construtivos da Criatividade 71
Criatividade e Inteligência Humana 73
Estimulando a Criatividade: A Abordagem da Confl uência 74
Reconhecimento de Oportunidades: Uma Etapa-Chave no Processo
Empreendedor
77
Acesso às Informações e Seu Uso Efi caz: A Essência do Reconhecimento de
Oportunidades
79
Reconhecimento das Oportunidades: Percepções Adicionais da Ciência Cognitiva 81
Técnicas Práticas para Aumentar o Reconhecimento de Oportunidades 85
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 87
PARTE II
Reunindo os Recursos 91
█ CAPÍTULO 4 Adquirindo Informações Essenciais: Por que "Olhar Antes de
Saltar" É Realmente um Bom Conselho para Empreendedores
93
Informações do Mercado: Determinando o que Seus Clientes Realmente Querem 95
Técnicas Diretas para Coletar Informações do Mercado: Pesquisas, Mapeamento
Perceptual e Discussões em Grupo
96
Técnicas Indiretas para Coletar Informações do Mercado: O Empreendedor como
Sherlock Holmes
99
Regulamentações e Políticas Governamentais: Como Elas Afetam Novos
Empreendimentos
101
Impostos: Uma Consideração Importante para Empreendedores 102
Política Governamental: Cada Vez Mais Favorável a Novos Empreendimentos 104
Regulamentações Governamentais: O que Todo Empreendedor Deve Saber 106
Atenção! Perigo Adiante! Quando as Boas Idéias Não Dão Certo: O Custo
de Ignorar as Regras
109
Interpretando Informações: Armadilhas em Potencial para Decisões
em Grupo
110
Aceitando os "Favoritos Precoces": Ou Por que a Maioria Inicial Normalmente Vence 111
Polarização de Grupos: Por que os Grupos Freqüentemente Agem Irracionalmente 111
Pensamento Grupal: Quando a Coesão Excessiva entre os Membros de um Grupo se
Torna Perigosa
112
Ignorando Informações Não Compartilhadas 113
Melhorando as Decisões do Grupo: Técnicas para Sair das Armadilhas 114
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 115
SUMÁRIO IX
█ CAPÍTULO 5 Reunindo a Equipe: Adquirindo e Utilizando Recursos Humanos
Essenciais
119
Similaridade versus Complementaridade: "Conheça-te a Ti Mesmo" Revisitado 121
Auto-Avaliação: Saber o que Você Tem Ajuda a Determinar do que Precisa 123
Escolhendo Co-Fundadores: Maximizando os Recursos Humanos do Novo
Empreendimento
126
Administração da Imagem: A Arte de Parecer Bem - e como Reconhecê-la 127
Duplicidade: Além da Administração de Imagem 129
Atenção! Perigo Adiante! O Sócio que Não Era quem Dizia Ser: Quando a
Percepção Social Falha
131
Utilizando os Recursos Humanos do Novo Empreendimento: Criando Fortes
Relações de Trabalho entre a Equipe Fundadora
133
Papéis: Quanto Mais Claros, Melhor 133
Imparcialidade Percebida: Um Componente Sutil, Mas Essencial 135
Comunicação Efi caz 138
Ampliando os Recursos Humanos do Novo Empreendimento: Além da Equipe
Fundadora
140
Contratando Funcionários Excelentes: O Papel Fundamental das Redes Sociais 140
Maior É Necessariamente Melhor? O Número de Funcionários como um Fator no
Crescimento do Novo Empreendimento
141
Novos Empreendimentos Devem Contratar Funcionários Temporários ou Efetivos?
Comprometimento versus Custo
142
Considerações Finais 143
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 143
█ CAPÍTULO 6 Financiando Novos Empreendimentos 149
Por que É Tão Difícil Levantar Fundos? Os Problemas da Incerteza e da
Assimetria de Informações
152
Problemas de Assimetria de Informações 152
Problemas de Incerteza 153
Soluções para Problemas de Financiamento por Capital de Risco 154
Volumes e Fontes de Capital: Quanto e Qual o Tipo de que Você Precisa? 157
Volume de Capital Inicial 158
Estimando as Necessidades Financeiras: Custos Iniciais, Demonstrativos
Financeiros, Demonstrativos de Fluxo de Caixa e Análise de Ponto de Equilíbrio
159
Tipos de Capital: Debêntures versus Participação 164
Atenção! Perigo Adiante! Os Riscos de Levantar Recursos Insufi cientes 165
Fontes de Capital 166
A Estrutura do Financiamento por Capital de Risco 171
O Processo de Financiamento por Participação Acionária 171
Injeção Gradual de Investimento 173
O Custo do Capital 174
Capital Social e o Lado Comportamental do Financiamento por Capital
de Risco
176
Vínculos Sociais e o Processo de Levantar Fundos 177
Comportamentos e Ações que Estimulam Investidores 178
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 179
X EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO
█ CAPÍTULO 7 Redigindo um Plano de Negócio Efi caz:
Elaborando um Guia para o Sucesso
183
Por que Redigir um Plano de Negócio? Os Benefícios de Objetivos Bem Defi nidos 185
Componentes de um Plano de Negócio: Requisitos Básicos 188
O Resumo Executivo 190
Histórico, Produto e Objetivo 192
Análise de Mercado 193
Desenvolvimento, Produção e Localização 194
A Equipe Gerencial 194
Planos e Projeções Financeiras 195
Riscos Críticos: Descrevendo o que Pode Dar Errado 197
Colhendo as Recompensas: Colheita e Saída 198
Programação das Etapas e Marcos 198
Apêndices 199
Uma Observação sobre os Intangíveis 199
Atenção! Perigo Adiante! Os Sete Pecados Capitais dos Planos de Negócios
de Novos Empreendimentos
200
Fazendo uma Apresentação Efi caz do Plano de Negócio: A Bola Está
Defi nitivamente no Seu Campo
200
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 204
PARTE III
Lançando o Novo Empreendimento 209
█ CAPÍTULO 8 O Formato Jurídico dos Novos Empreendimentos - E o
Ambiente Jurídico em que Operam
211
Os Formatos Jurídicos que os Novos Empreendimentos Podem Assumir 213
Firma Individual: Uma Empresa, Um Dono 213
Sociedades por Cotas: Diferentes Formatos, Diferentes Benefícios 214
Sociedades Anônimas: Responsabilidade Limitada, mas com um Preço 217
A S Corporation 219
A Sociedade de Responsabilidade Limitada (LLC) 220
A Joint Venture 220
A Sociedade Profi ssional 221
O Ambiente Jurídico dos Novos Empreendimentos: Alguns Fundamentos 221
Novos Empreendimentos e a Legislação 222
Atenção! Perigo Adiante! O que Pode Acontecer Quando os Empresários
Desconhecem a Legislação
224
Contratos Empresariais: Componentes Essenciais 225
Elementos Básicos de um Contrato 225
Obrigações Contratuais 225
Franquias 226
Tipos de Franquia 227
Benefícios de Ser um Franqueado 227
Desvantagens de Ser um Franqueado 230
Aspectos Legais das Franquias 232
Tendência para a Franquia 234
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 235
SUMÁRIO XI
█ CAPÍTULO 9 O Marketing em uma Nova Empresa 239
Avaliando o Mercado 242
Começando com uma Necessidade Real 242
Avaliando as Preferências do Cliente e o Mercado para Novos Produtos e Serviços 244
Análise Conjunta: Determinando Quais Dimensões São Mais Importantes 247
Dinâmica do Mercado 249
Conhecendo Seu Mercado: A Importância do Tamanho e do Crescimento do Mercado 250
Cronometrando o Mercado: A História da Curva em S 250
Obtendo a Aceitação do Mercado 253
Padrões de Adoção: Entendendo Quais Clientes Adotam e Quando Adotam 253
Dos Primeiros Usuários à Primeira Maioria 255
Foco: Escolhendo os Clientes Certos para Ter na Mira Primeiro 256
Projeto Dominante: Convergência de Produtos e Seus Efeitos sobre Novos
Empreendimentos
257
Padrões Técnicos: Fazendo os Clientes Adotarem Seu Projeto como o Padrão do
Mercado
258
Atenção! Perigo Adiante! Bloqueado pelo Projeto Dominante: A História dos
Veículos Elétricos
259
O Processo de Marketing em uma Nova Empresa 260
Venda Pessoal: O Componente Central do Marketing Empreendedor 261
Defi nindo o Preço de Novos Produtos: O Papel da Estrutura de Custos e da Oferta e
Procura
262
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 263
█ CAPÍTULO 10 Estratégia: Planejamento para Vantagens Competitivas 269
Vantagem Competitiva: Um Ingrediente Essencial 271
Estratégia: Protegendo os Lucros da Exploração de Oportunidade 273
Sigilo: Evitando que Terceiros Saibam ou Entendam como Explorar
a Oportunidade
273
Atenção! Perigo Adiante! O Paradoxo de Arrow: O Problema da Divulgação 276
Estabelecendo Barreiras para a Imitação 277
Franquear ou Licenciar? A Escolha do Formato Organizacional 280
Minimizando o Custo de Explorar a Oportunidade 282
Acelerando o Ritmo para o Mercado 283
Usando as Melhores Habilidades 284
Administrando os Problemas de Informação ao Organizar 284
Administrando a Assimetria e a Incerteza das Informações na Busca de
Oportunidades
289
Crescimento a Partir da Pequena Escala 289
Formando Alianças e Parcerias com Empresas Estabelecidas 292
Legitimando a Oportunidade e o Novo Empreendimento 294
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 296
█ CAPÍTULO 11 Propriedade Intelectual: Protegendo Suas Idéias 301
Capturando os Lucros de Novos Produtos e Serviços 303
O Processo de Desenvolvimento de Produtos 304
Vantagens de uma Nova Empresa no Desenvolvimento de Produtos 305
XII EMPREENDEDORISMO - UMA VISÃO DO PROCESSO
A Facilidade de se Imitar a Propriedade Intelectual dos Empreendedores 308
Atenção! Perigo Adiante! Contratos de Confi dencialidade e
Não-Concorrência
309
Formas Jurídicas de Proteção à Propriedade Intelectual 310
Patentes 311
Segredos Comerciais 316
Marcas Registradas 317
Direitos Autorais 318
Formas Não-Jurídicas de Proteção à Propriedade Intelectual 319
Curvas de Aprendizagem, Tempo de Vantagem e Vantagem do Pioneirismo 320
Recursos Complementares 323
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 325
PARTE IV
Operando a Empresa: Construindo um Sucesso Duradouro 329
█ CAPÍTULO 12 Habilidades Essenciais para os Empreendedores:
Aperfeiçoando a Competência Social, Criando Confi ança, Administrando
Confl itos, Exercendo Infl uência e Lidando com o Estresse
331
Convivendo Bem com os Outros: Construindo Competência Social 334
A Natureza das Habilidades Sociais 334
O Impacto da Competência Social sobre os Empreendedores 335
Trabalhando Efi cazmente com Outras Pessoas: Construindo Confi ança e
Administrando Confl itos
338
Construindo Cooperação: O Papel Fundamental da Confi ança 339
Administrando Confl itos: Evitando Problemas o Mais Cedo Possível 342
Atenção! Perigo Adiante! Como Criar um Confl ito Afetivo Quando não Há
Confl ito Algum
345
Infl uenciando os Outros: Da Persuasão à Visão 346
Táticas de Infl uência: Quais São as Mais Comuns? 347
Outras Táticas para Infl uenciar: Do Agrado ao "Pé na Porta" 348
Controlando o Estresse: Como os Empreendedores Podem Sobreviver para Colher
os Frutos de Seu Trabalho
350
Estresse: Natureza e Causas 350
Efeitos Adversos do Estresse 352
Técnicas Pessoais para Controlar o Estresse 354
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 357
█ CAPÍTULO 13 Construindo os Recursos Humanos do Novo
Empreendimento: Recrutando, Motivando e Retendo Funcionários
Realizadores
361
Recrutando e Selecionando Funcionários Realizadores 363
A Busca por Funcionários Realizadores: Sabendo o que Você Precisa e
Onde Procurar
363
Seleção: Técnicas para Escolher a "Nata" 365
Motivando Funcionários: Maximizando o Valor dos Recursos Humanos do
Novo Empreendimento
368
Tentando Chegar à Lua - Ou, Pelo Menos, ao Próximo Nível Acima: O Papel
Fundamental das Metas - e da Visão
370
SUMÁRIO XIII
Vinculando as Recompensas ao Desempenho: O Papel das Expectativas 372
Imparcialidade: Um Ingrediente Essencial na Motivação 375
Atenção! Perigo Adiante! Roubo de Funcionários: Dando o Troco a um
Empregador Injusto
377
Concebendo as Funções para Torná-las Motivadoras 378
Retendo Funcionários Realizadores 379
Sistemas de Gratifi cações: Relacionando Remuneração e Desempenho 379
Construindo o Comprometimento do Funcionário 381
Superando a "Barreira de Controle": Uma Observação sobre a Necessidade
de se "Soltar"
383
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 386
PARTE V
Colhendo as Recompensas 391
█ CAPÍTULO 14 Estratégias de Saída para Empreendedores: Quando - e Como
- Colher as Recompensas
393
Estratégias de Saída: As Principais Formas 395
Venda ou Transferência para Sócios e Funcionários: Sucessão, Aquisições Financiadas
e Planos de Participação Acionária dos Funcionários
396
Venda para Pessoas de Fora: Quando a Determinação do Valor se Torna Crucial 400
Determinando o Valor de uma Empresa: Um Pouco de Arte, Um Pouco de Ciência 401
Tornando uma Empresa Pública: A Tentação das IPOs 405
Negociação: Processo Universal 407
Negociação: Sua Natureza Básica 407
Táticas de Negociação: Procedimentos para Reduzir as Ambições de um Oponente 408
Atenção! Perigo Adiante! Os Custos de Negociar para Vencer: Cuidado com
os "Concorrentes Menores"!
411
Estratégias de Saída e o Tempo de Vida: Necessidades - e Metas - em Diferentes
Momentos da Vida
412
Resumo e Revisão dos Pontos-Chave 416
GLOSSÁRIO 419
ÍNDICE REMISSIVO 429
EmprEEndEdorismo: um campo - E uma atividadE 1
Empreendedorismo:
Quem, o quê, por quê?
O que é o empreendedorismo exatamente, tanto como
atividade quanto como área de estudo? De que forma
se desenvolve como um processo ao longo do
tempo? Como podemos coletar informações sistemáticas e válidas
a seu respeito? O que são oportunidades e como surgem?
Que fatores cognitivos desempenham um papel na criatividade
e na geração de idéias para novos produtos ou serviços? Entender
essas questões básicas é essencial para se compreender o
que seguirá ao longo deste livro - um exame profundo de todo
o processo empreendedor -, então, nos concentraremos nelas
nesta seção inicial do texto.
CAPÍTULO 1 █
Empreendedorismo:
um campo - e uma atividade
CAPÍTULO 2 █
descobrindo oportunidades:
Entendendo oportunidades de
Empreendedorismo e análise do setor
CAPÍTULO 3 █
Fundamentos cognitivos do
Empreendedorismo:
criatividade e reconhecimento
de oportunidades
I P A R T E
EmprEEndEdorismo: um campo - E uma atividadE 3
Empreendedorismo:
um campo -
E uma atividade 1
oBJEtivos dE aprEndiZado
após ler este capítulo, você deve ser
capaz de:
1 defi nir "empreendedorismo" como
um campo de negócios.
2 Explicar por que as atividades dos
empreendedores são tão importantes
para as economias de seus países e
por que o empreendedorismo é uma
escolha profi ssional cada vez mais
popular.
3 descrever a perspectiva processual
sobre o empreendedorismo e
relacionar as principais fases desse
processo.
4 Explicar por que o empreendedorismo
pode ser visto como resultado
da interseção entre pessoas e
oportunidades.
5 Explicar por que certas fontes
de conhecimento sobre o
empreendedorismo são mais
confi áveis e úteis do que outras.
6 descrever a natureza básica da
observação, experimentação e refl exão
sistemática (ou seja, o método de
caso e outros métodos qualitativos).
7 Explicar o papel da teoria no campo
do empreendedorismo.
Empree ndedorismo - uma visão do processo
"Boa parte do progresso norte-americano
é produto do indivíduo que teve uma
idéia, foi atrás dela, modelou-a, atevese
firmemente a ela durante todas as
adversidades e então produziu essa
idéia, vendendo-a e lucrando com ela."
(Hubert Humphrey, 1966)
Na primavera de 1990, eu (Robert Baron)
tive minha primeira chance (mas não a última,
acho) de observar por mim mesmo a sabedoria
das palavras do senador Humphrey.
A situação se deu mais ou menos da seguinte
forma: minha filha era segundanista em uma
grande universidade estadual. Ela adorava a
faculdade, mas não parava de reclamar sobre
o alojamento: "É tão barulhento que não consigo
estudar", ela me disse, "e o ar é terrível
- empoeirado, viciado e, além de tudo, cheira
mal!". Então ela me disse algo que, de certa
forma, mudou minha vida: "Pai, você é um
especialista em como o ambiente físico afeta
as pessoas, então por que não inventa alguma
coisa que possa melhorar isso?". (Ela
se referia ao fato de que, por mais de 15 anos,
realizei pesquisas sobre o impacto de fatores
ambientais como temperatura, qualidade do
ar e iluminação no desempenho humano.)
Eu havia atuado como consultor em diversas
empresas em tais assuntos, mas até aquele
momento, não tinha realmente pensando em
"inventar" um produto que ajudasse a lidar
com problemas como o barulho excessivo e o
ar empoeirado e viciado em pequenos espaços
como escritórios ou quartos de alojamentos
estudantis. Após o comentário
da minha filha, algo começou a funcionar
em minha mente: seria possível projetar um
dispositivo que resolvesse os problemas que
ela havia mencionado? Se eu pudesse, o dispositivo
não seria ao mesmo tempo útil e altamente
vendável? Como não sou engenheiro,
comecei a procurar um especialista que pudesse
me ajudar a transformar essa idéia em
um produto real. Logo encontrei alguém
(embora, como observarei mais adiante neste
capítulo, talvez não fosse a pessoa certa!) e
juntos criamos um protótipo operacional: um
dispositivo que filtrava o ar, continha um sistema
separado para redução de ruído e outro
sistema para liberação de odores agradáveis.
Cada um desses sistemas podia ser operado
pelo usuário de forma independente. Nesse
momento, achamos que tínhamos conseguido
alguma coisa, então, fizemos um pedido
de patente nos Estados Unidos. Obtivemos
essa patente, além de outras duas para produtos
relacionados, nos dois anos seguintes.
No entanto, havia outro desafio: como levar o
produto ao mercado. Fizemos uma verificação
cuidadosa e ficamos sabendo que para nós
mesmos fabricarmos o produto precisaríamos
de vários milhões de dólares em equipamentos;
decidimos, então, procurar uma empresa
para parceria. Essa busca foi bem-sucedida e
dentro de um ano nosso produto - que chamamos
de PPS (Personal Privacy System, ou
sistema de privacidade individual, em português)
- estava sendo vendido em lojas e pela
televisão por intermédio de uma grande empresa
que se associou a nós. Minha própria
empresa (a IEP, Inc.) cuidava de vendas diretas
por meio de uma página na internet e
de anúncios em revistas. Nosso produto continuou
a ser comercializado por vários anos
e a IEP tornou-se modestamente - mas não
imensamente - lucrativa. Encerramos nossas
operações em 2000, principalmente porque
eu havia atingido um ponto em que precisava
escolher entre minha carreira como professor
ou administrar a empresa em tempo
integral, mas também porque percebi que havia
caído em várias das principais armadilhas
que espreitam o caminho de empreendedores
descuidados (como escolher sócios de forma
insensata e perder o controle sobre a qualidade
dos produtos). No entanto, durante sete
anos fui um empreendedor em todos os sentidos
da palavra e, quando sinto vontade de
fazê-lo novamente (algo cada vez mais freqüente),
chego à conclusão de que posso voltar
a ser um empreendedor no futuro.
Empree ndedorismo: Um Campo - E Uma Atividade
Por que iniciamos com essa história pessoal? Principalmente porque nos ajuda a estabelecer
vários argumentos que serão temas importantes ao longo deste texto. Primeiro, ela ilustra
o fato de que o empreendedorismo é um processo - uma cadeia de eventos e atividades
que ocorrem ao longo do tempo - em alguns casos, períodos consideráveis de tempo. Ele
começa com uma idéia para algo novo - muitas vezes, um novo produto ou serviço. Mas
esse é apenas o princípio: a menos que o processo continue para que a idéia seja transformada
em realidade (de fato levada ao mercado por meio de uma nova empresa de licenciamento
a empresas já existentes etc.), não se trata de empreendedorismo, mas apenas de um
exercício de criatividade ou geração de idéias.
Segundo, essa breve história pessoal destaca o fato de que nós dois realmente temos experiência
prática e direta como empreendedores. O resultado disso é que, quando escrevemos
sobre os processos envolvidos no empreendedorismo - processos como reconhecer uma
oportunidade e desenvolver os meios para explorá-la -, encaramos esses eventos e atividades
do lado de dentro e não como meros observadores. Como iremos observar em discussões
posteriores, achamos que isso é bastante importante para fazer deste um livro não só preciso
e atualizado, mas também útil a todos que já são ou que desejam se tornar empreendedores.
Tendo esclarecido esses importantes pontos, nos voltaremos às diversas tarefas que
desejamos realizar neste capítulo inicial e que são apresentadas resumidamente a seguir.
Primeiramente, definiremos empreendedorismo como atividade e como campo de estudo.
A seguir, apresentaremos uma estrutura conceitual para se entender o empreendedorismo
como processo - que se desenvolve ao longo do tempo. Esse processo é afetado por diversos
fatores, alguns relacionados aos indivíduos (ou seja, aos empreendedores), alguns às suas
relações com outras pessoas (sócios, clientes, investidores) e outros à sociedade como um
todo (regulamentações governamentais, condições do mercado). Um dos principais temas
deste livro é o que afirma que todas as três categorias de fatores (individuais, grupais e sociais)
desempenham um papel importante em cada fase do processo empreendedor. Como
parte dessa discussão, enfatizaremos outro tema importante: no centro do processo empreendedor
está a interseção entre as oportunidades geradas pelas condições sociais, tecnológicas
e econômicas em mudança e as pessoas empreendedoras capazes de distinguir
oportunidades potencialmente valiosas de outras de valor inferior e capazes de explorá-las
efetivamente. Esse tema será visto com mais detalhes no Capítulo 2, que enfoca o surgimento
de oportunidades, e no Capítulo 3, que enfoca o papel da cognição nesse processo.
Em terceiro lugar, consideraremos a questão de como sabemos o que sabemos atualmente
sobre empreendedorismo - em outras palavras, como as informações apresentadas
neste livro foram obtidas. Acreditamos que isso é importante pois, em geral, é perigoso
aceitar qualquer informação como verdadeira sem conhecer algo a respeito de sua origem.
Por fim, apresentaremos uma visão geral do conteúdo deste livro e uma descrição de suas
características especiais.
Por que começamos com essas tarefas preliminares em vez de partir logo para uma
discussão sobre os diversos aspectos do empreendedorismo? O motivo principal é: resultados
de pesquisas na área da ciência cognitiva apontam que as pessoas têm uma chance
muito maior de entender, lembrar e usar novas informações se primeiro forem introduzidas
a uma estrutura conceitual para organizar essas informações. Acreditamos que este texto
contém muitas informações novas sobre empreendedorismo - informações que você proEmpree
ndedorismo - uma visão do processo
vavelmente ainda não viu. Os tópicos discutidos neste capítulo introdutório lhe fornecerão
uma estrutura para que você transforme essas informações em conhecimento próprio
e para que as use em sua vida e em sua carreira. Leia com atenção - este será um esforço
bem empregado e com certeza irá ajudá-lo a entender as informações apresentadas nos capítulos
posteriores.
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Definições são sempre traiçoeiras, e para uma área nova como o empreendedorismo, a tarefa
é ainda mais complexa. Não é de surpreender, então, que não exista atualmente um
consenso sobre a definição de empreendedorismo como uma área de estudo dos negócios
ou como uma atividade em que as pessoas se envolvem. Dito isso, devemos observar que
uma definição apresentada recentemente por Shane e Venkataraman1 tem recebido aceitação
crescente. Em uma paráfrase ampla, a definição deles sugere o seguinte: o empreendedorismo,
como uma área de negócios, busca entender como surgem as oportunidades para
criar algo novo (novos produtos ou serviços, novos mercados, novos processos de produção
ou matérias-primas, novas formas de organizar as tecnologias existentes); como são descobertas
ou criadas por indivíduos específicos que, a seguir, usam meios diversos para explorar
ou desenvolver essas coisas novas, produzindo assim uma ampla gama de efeitos (itálico adicionado
pelos presentes autores). Por implicação, essa definição sugere que o empreendedorismo,
como atividade executada por indivíduos específicos, envolve as ações-chave que
mencionamos anteriormente: identificar uma oportunidade - que seja potencialmente valiosa
no sentido de poder ser explorada em termos práticos como um negócio (ou seja, uma
oportunidade que possa produzir lucros sustentáveis) - e identificar as atividades envolvidas
na exploração ou no desenvolvimento real dessa oportunidade.
Além disso, como observaremos em uma seção posterior deste capítulo, o processo
não termina com o lançamento do novo empreendimento; ele também envolve a capacidade
de administrar uma nova empresa com sucesso após a sua criação.
Acreditamos que essa é uma definição clara e útil, que captura a essência do empreendedorismo.
Embora ela ajude a esclarecer muitas dúvidas importantes, a mais crucial delas
talvez seja: "O que é preciso para que alguém se torne um empreendedor?". Obviamente,
se não pudermos chegar a um acordo sobre essa questão, há pouca esperança de desenvolvermos
um conhecimento sistemático sobre de que trata o empreendedorismo. Para ver
como a definição apresentada por Shane e Venkataraman traz uma contribuição significativa
a esse respeito, considere os indivíduos a seguir. Para cada um deles, faça a si mesmo
esta pergunta: "Essa pessoa é, de fato, um empreendedor?".
█━ Uma mulher que gosta de fazer aperitivos para as festas que dá em sua casa e é
sempre elogiada pelos amigos, que lhe dizem como são gostosos, abre uma empresa
para fazer e vender esses aperitivos.
1 Shane, S.; Venkataraman, S. The promise of entrepreneurship as a field of research. Academy of Management
Review, 25: 217-26, 2000.
Empree ndedorismo: Um Campo - E Uma Atividade
Um pesquisador universitário envolvido em pesquisa básica sobre a bioquímica da
vida faz importantes descobertas que ultrapassam as fronteiras de sua área; no entanto,
ele não possui interesse em identificar os usos práticos de suas descobertas
e não faz nenhuma tentativa a esse respeito.
Após ser "cortado" de seu emprego de gerente, um homem de meia-idade tem a
idéia de processar pneus velhos de uma maneira especial para produzir cercados
para jardins (bordas que mantêm os diferentes tipos de plantas separadas).
Um oficial reformado do exército desenvolve a idéia de comprar do governo veículos
anfíbios obsoletos e usá-los em uma empresa especializada em viagens para
regiões selvagens e remotas que pretende abrir.
Uma jovem cientista da computação desenvolve um novo software muito melhor
do que qualquer um disponível atualmente no mercado; ela busca capital para
abrir uma empresa e vender o produto.
Quais desses indivíduos são empreendedores? À primeira vista, você pode ficar tentado
a concluir que apenas os dois últimos são empreendedores de fato - que apenas eles
estão criando algo realmente novo. No entanto, acreditamos que todas essas pessoas, com
exceção do pesquisador universitário, são empreendedoras. Por quê? Lembre-se de nossa
definição: o empreendedorismo envolve reconhecer a oportunidade para criar algo novo -
e isso não precisa ser um novo produto ou serviço. Muito pelo contrário, pode se tratar de
reconhecer uma oportunidade para desenvolver um novo mercado, usar uma nova matéria-
prima ou desenvolver um novo meio de produção, para mencionar apenas algumas possibilidades.
De acordo com essa definição, a mulher que faz aperitivos está agindo como
empreendedora, pois reconheceu um novo mercado - que pagará um preço adicional por
aperitivos que tenham um sabor realmente caseiro. Na verdade, foi isso o que Nancy Mueller
fez quando criou a Nancys Specialty Foods - empresa que ela vendeu há pouco tempo por
dezenas de milhões de dólares.
De forma similar, o executivo demitido está usando uma nova "matéria-prima" - pneus
velhos - de um jeito novo. Isso também é empreendedorismo. O oficial reformado do exército
e a cientista da computação também são empreendedores. Ambos identificaram oportunidades
para novos produtos ou serviços e tomaram medidas efetivas para transformar
suas idéias em empresas em atividade.
Em oposição, o pesquisador universitário não é um empreendedor, de acordo com
nossa definição. Embora sua pesquisa possa agregar bastante ao conhecimento humano,
o fato de ele não fazer nenhum esforço para aplicar suas descobertas ao desenvolvimento
de novos produtos, serviços, mercados ou meios de produção indica que ele não é um empreendedor.
Ele certamente está desempenhando um papel importante na sociedade, mas
não é um empreendedor.
Assim, em essência, o empreendedorismo requer a criação ou o reconhecimento de
uma aplicação comercial para uma coisa nova. A nova aplicação comercial pode assumir
diferentes formas, mas simplesmente inventar uma nova tecnologia, produto ou serviço ou
gerar uma nova idéia não é suficiente por si só. Muitas invenções nunca resultam em produtos
reais pelo simples motivo de não oferecerem benefícios comerciais (ou porque ninEmpree
ndedorismo - uma visão do processo
guém imagina um uso comercializável para elas), não podendo, assim, servir de base para
uma nova empresa lucrativa. Para concluir, concordamos com Shane e Venkataraman que
o empreendedorismo emerge da interseção entre o que poderia ser chamado de "inspirado"
e o "mundano", reconhecendo oportunidades para algo novo que as pessoas irão querer
ter ou usar e tomar medidas enérgicas para transformar essas oportunidades em negócios
viáveis e lucrativos.
Uma Observação sobre Empreendedorismo Interno
Antes de passarmos a outros tópicos, devemos fazer a breve observação de que reconhecer
oportunidades para a criação ou desenvolvimento de algo novo pode ocorrer tanto dentro
das organizações existentes como fora delas. Muitas empresas de sucesso estão bastante
preocupadas em motivar inovações e em tomar medidas ativas para oferecer um ambiente
onde elas possam florescer2. Isso envolve medidas como desenvolver uma cultura empresarial
receptiva a novas idéias, em vez de uma cultura que freqüentemente as rejeite, além de
fornecer compensações concretas para a inovação3. Por exemplo, a General Electric (GE)
oferece aos funcionários que apresentam idéias inovadoras uma participação nos lucros advindos
delas. O resultado? A GE obteve mais patentes nos Estados Unidos durante as últimas
décadas do que qualquer outra empresa americana, e agora detém mais de 51 mil
patentes ao todo! Os indivíduos que agem como empreendedores em uma empresa são
freqüentemente descritos como empreendedores internos - pessoas que criam algo novo,
mas dentro de uma empresa existente, em vez de fundar um novo negócio. Embora nosso
enfoque, ao longo desse livro, resida firmemente no empreendedorismo, gostaríamos de
observar que os indivíduos podem ter uma atuação empreendedora em diferentes contextos,
incluindo em grandes empresas já existentes.
Empreendedorismo: Um Motor do Desenvolvimento Econômico
Quando um de nós (Robert Baron) começou sua carreira como professor universitário (em
1968), cursos como esse que você está freqüentando não existiam. Por outro lado, nos dias
de hoje, eles são oferecidos por quase todas as escolas de administração ou de negócios e
têm demonstrado um padrão de matrícula que vem aumentando rapidamente nos últimos
anos. Por quê? Um motivo é que tais cursos refletem o crescimento paralelo do número de
pessoas que escolhem se tornar empreendedoras - ou que desejam começar seu próprio negócio.
A cada ano, mais de 600 mil novas empresas são abertas somente nos Estados Unidos,
um número que praticamente duplicou nas duas últimas décadas4. Embora nem todas
essas empresas atendam à nossa definição de envolvimento com o empreendedorismo, todas
- desde que sejam bem-sucedidas - contribuem para o desenvolvimento econômico.
Reflita sobre os seguintes fatos:
2 Ricchiuto, J. Collaborative creativity. Nova York: Oakhill, 1997.
3 Koen, P. A.; Baron, R. A. Predictors of resource attainment among corporate entrepreneurs: Executive champion
versus team commitment. Trabalho apresentado na Babson-Kauffman Entrepreneurship Research Conference.
Babson Park, MA, jun. 2003.
4 Dun & Bradstreet, 1999.
Empree ndedorismo: Um Campo - E Uma Atividade
Durante os anos 1990, as grandes corporações dos Estados Unidos cortaram mais
de 6 milhões de empregos. No entanto, a taxa de desemprego caiu para os níveis
mais baixos já registrados, principalmente como resultado das novas empresas
abertas por empreendedores.
Recentemente, mais de 900 mil novas empresas foram fundadas nos Estados Unidos
[U. S. Small Business Administration (SBA), 1999].
Atualmente, mais de 10 milhões de pessoas trabalham por conta própria nos Estados
Unidos (U.S. SBA, 1998) - aproximadamente uma em cada oito pessoas!
Embora o número de novas empresas criadas a cada ano tenha aumentado com
regularidade, o número de empresas abertas por mulheres e minorias aumentou
ainda mais drasticamente; por exemplo, o número de empresas de propriedade de
minorias aumentou 168% entre 1987 e 1997, para um total de 3,25 milhões de empresas,
que juntas empregam mais de 4 milhões de pessoas e geram US$ 495 bilhões
de receita (U.S. SBA, 1999).
Essas estatísticas indicam que as atividades dos empreendedores realmente provocam
grande impacto nas economias de suas sociedades.
Mesmo um breve olhar pela história sugere que os empreendedores sempre existiram e
sempre "atraíram atenção" em suas sociedades: grandes fortunas com certeza foram acumuladas
por empreendedores do passado, como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Cornelius
Vanderbilt. No entanto, importantes evidências indicam que cada vez mais pessoas estão
buscando ou levando em conta esse papel. Que fatores são responsáveis por essa tendência?
Muitos fatores parecem estar envolvidos nisso. Primeiro, a mídia está cheia de relatos entusiasmados
de empreendedores de sucesso, como Michael Dell, Bill Gates e Mary Kay Ash.
Como resultado, o papel do empreendedor assumiu uma aura bastante positiva e atraente.
Em uma época em que os heróis políticos e militares são poucos e espaçados no tempo, os
empreendedores, de certa forma, se tornaram os novos heróis e heroínas, então, não é surpreendente
que um número crescente de pessoas escolha esse tipo de carreira.
Em segundo lugar, houve uma mudança fundamental no que era freqüentemente
chamado de "contrato de vínculo empregatício" - o entendimento implícito entre empregadores
e empregados5. No passado, esse acordo implícito sugeria que, desde que os indivíduos
desempenhassem bem as suas funções, eles continuariam empregados. Hoje, em uma
era de cortes e "reestruturação", esse acordo foi quebrado, fazendo que os indivíduos sejam
menos fiéis a seus atuais empregadores. É bem pequena a distância entre esses sentimentos
e a conclusão: "Eu estaria bem melhor se trabalhasse para mim mesmo".
Um terceiro fator é a mudança nos valores básicos. No passado, a segurança era um
tema dominante para muitas pessoas: elas queriam um emprego garantido com aumentos
infalíveis de salário. Agora, as pesquisas revelam que os jovens, em especial, preferem um
estilo de vida mais independente, que ofereça a possibilidade de escolha em vez da certeza
ou previsibilidade6. Juntos, esses e diversos outros fatores foram combinados para inflar
5 OReilly, B. The new deal: What companies and employees owe each other. Fortune, 44-52, 1994.
6 Bedeian, A. G.; Ferris, G. R.; Kacmar, K. M. Age, tenure, and job satisfaction: A tale of two perspectives.
Journal of Vocational Behavior, 40: 33-48, 1992.
Empree ndedorismo - uma 10 visão do processo
o fascínio de se tornar um empreendedor e, como observado antes, isso pode ser traduzido
na criação de centenas de milhares de novas empresas que empregam milhões de pessoas.
Essa tendência é mais forte nos Estados Unidos do que em outros lugares, mas parece estar
ganhando força no mundo todo, conforme os chefes de governo de diversos países reconhecem
que, de fato, os empreendedores são importantes - e muito importantes.
Empreendedorismo: Fundamentos em Outras Disciplinas
Como se diz por aí, nada emerge do vácuo. E no que se refere à área do empreendedorismo,
isso é certamente verdade. O empreendedorismo, como subdivisão da área de negócios,
possui raízes importantes em diversas áreas mais antigas e bem estabelecidas - e há
bons motivos para isso. Pense, mais uma vez, sobre nossa definição de empreendedorismo
- um campo de estudos que busca entender como surgem as oportunidades para criar novos
produtos ou serviços, novos mercados, processos de produção, formas de organizar as
tecnologias existentes ou matérias-primas e como são descobertas por pessoas específicas,
que então usam vários meios para explorá-las ou desenvolvê-las. Essa definição implica
que, para entender o empreendedorismo como um processo - e como uma atividade
na qual os empreendedores se envolvem - é fundamental considerar (1) as condições econômicas,
tecnológicas e sociais das quais as oportunidades surgem, (2) as pessoas que reconhecem
essas oportunidades (empreendedores), (3) as técnicas de negócios e estruturas
jurídicas que elas usam para desenvolvê-las e (4) os efeitos sociais e econômicos produzidos
por tal desenvolvimento. Todos esses elementos desempenham um papel no empreendedorismo
e devem ser levados em consideração para podermos entender totalmente esse
processo complexo. Isso, por sua vez, implica que o campo do empreendedorismo está intimamente
relacionado a disciplinas mais antigas e estabelecidas, como economia, ciências
do comportamento (psicologia, ciência cognitiva) e sociologia. Os achados e princípios
desses campos podem esclarecer muito diversos aspectos do empreendedorismo e fornecer
contextos valiosos para entender questões importantes abordadas pela área - por exemplo:
"Como surgem as oportunidades?" (ver o Capítulo 2); "Por que algumas pessoas reconhecem
as oportunidades e outras não?" (ver o Capítulo 3); e "Que fatores influenciam o sucesso
de novos empreendimentos após eles serem lançados?" (ver os Capítulos 9, 10 e 13).
Reconhecemos que tudo isso é um tanto quanto abstrato, então, talvez um exemplo
concreto seja útil. Considere o rápido crescimento de uma bem-sucedida empresa de alta
tecnologia: a Expedia.com. A Expedia é uma agência de viagens on-line que permite aos
usuários reservar passagens aéreas, quartos em hotéis e alugar carros por meio de qualquer
computador com acesso à internet. O crescimento da empresa tem sido veloz, parece claro
que seus fundadores reconheceram uma excelente oportunidade e passaram a explorá-la
bem. Mas reflita sobre a seguinte questão: a Expedia.com poderia ter sido lançada 10 anos
atrás? A resposta é: "É quase certo que não". O motivo pelo qual ela não poderia ter sido
lançada há dez anos é óbvio: as forças tecnológicas, econômicas e sociais ainda não haviam
gerado a oportunidade que os fundadores da Expedia.com reconheceram. Do ponto de vista
tecnológico, uma agência de viagens on-line não poderia existir até que vários milhões
de pessoas tivessem acesso à internet e até que existissem softwares capazes de integrar os
cronogramas de dezenas de companhias aéreas e as taxas de milhares de hotéis. Do ponto